Julho 2025
mas, se quiser, pode
O interminável mês de julho terminou. A cena da cena de Porto Alegre foi movimentada. Não consegui assistir a muita coisa, mas tive a sorte de assistir à primeira e única apresentação de Mares e nuvens flutuantes, no dia 09 de julho, às 20h, no Teatro Oficina Olga Reverbel, quinto trabalho de Ana Medeiros e Nishiyama juntos em cena, e que retoma a obra The Dead Sea, de Yoshito Ohno. Mares e nuvens flutuantes vem na contramão da velocidade em que vivemos, nos convidando a parar e investir nosso tempo em contemplar aquilo com o qual somos presenteados a ver, sem pressa. Ana e Nishi nos ofertam com cuidado um espetáculo de grande beleza, em respeito aos nossos tempos, às nossas breves vidas e às nossas inevitáveis mortes.
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Na sequência, assisti à estreia do espetáculo infantil Boitatá, a história verdadeira, no dia 12 de julho, às 16h, também no Teatro Oficina Olga Reverbel. Miguel Sisto Jr. e João Pedro Corrêa dão vida a Blau Nunes e Romualdo para contar a história da cobra de fogo que se alimenta de olhos, trabalhando com o texto original de Simões Lopes Neto. Pequeno de tamanho e curto de duração, Boitatá é perfeito para escolas, pois não exige nenhuma estrutura específica, já que pode ser apresentado em qualquer espaço, interno e externo, e não toma muito tempo. Além do mais, o espetáculo proporciona o contato com a literatura rio-grandense, sendo um modo de preservar os textos clássicos e de fomentar reflexões sobre o próprio texto e sobre as possíveis formas de de trazê-lo à cena.
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| Boitatá, a história verdadeira. Foto: Chico Lisboa |
No mesmo final de semana, no domingo, 13 de julho, às 19h, na Sala Álvaro Moreyra, foi a vez de Un burrito que me lleve, do Coletivo Grupelho, com direção de Bruno Cunha, co-fundador do coletivo. Sob a premissa de experimentação no próprio corpo, Burrito cumpre o que promete: um espetáculo de dança contemporânea de base experimental que pesquisa sua linguagem através do corpo explorando questões pertinentes os nossos tempos. Contemporâneo não apenas na fisicalidade da cena, mas nas questões apresentadas, Burrito traz corpos disponíveis em cena, que compram a proposta e entram no jogo; traz uma dança contemporânea inteligente, questionadora, provocativa.
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| Un burrito que me lleve. Foto: Jonatan B. Tavares |
Por fim, na noite de 18 de julho, às 20h, no teatro do CHC Santa Casa, teve De gelo, espetáculo que comemora os 25 anos da Eduardo Severino Cia de Dança. Acompanhado por oito bailarinos, que executam muito bem as partituras coreográficas, Eduardo Severino não apresenta nada de novo coreograficamente, mas é bom vê-lo em cena. Enquanto produção, De gelo não apresenta nem cenário, nem figurino, nem profundidade; apenas toca superficialmente em questões climáticas, como o aquecimento e o consumo desenfreado de uma sociedade que parece se importar apenas com aparências. Com a promessa de abordar o aquecimento global, De gelo, deixa a desejar, entregando de forma superficial um tema tão necessário de ser discutido.
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| De gelo. Divulgação. |
E que venha agosto!
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Gênero: Butoh | Duração: 50 minutos
Direção: Etsuko Ohno | Assistente de direção: Mikako Ono e Keiko Ohno | Dançarinos: Ana Medeiros e Hiroshi Nishiyama | Iluminação: Carol Zimmer | Operação de luz: Virginia Cigolini | Figurinos: Etsuko Ohno e Rei Kawakubo | Confecção dos figurinos: Margarida Rache | Cenografia e cenotécnico: Rodrigo Shalako | Desenho sonoro e intervenções na trilha: Casemiro Azevedo | Produção executiva: Betina Carminatti | Assistente de produção: Ursula Collischonn | Assessoria de imprensa: Matheus Pannebecker | Fotos: Fábio Zambom | Arte Gráfica: Paulo de Araújo | Elaboração de projeto: Cibele Donato
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Boitatá, a história verdadeira
Gênero: Teatro infantil | Duração: 40 minutos
Direção e atuação: Miguel Sisto Júnior e João Pedro Corrêa | Iluminação: Bathista Freire | Fotos: Chico Lisboa | Produção: Miguel Sisto Produções Culturais.
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Um burrito que me lleve
Gênero: Dança | Duração: 60 minutos
Direção geral: Bruno Cunha | Intérpretes criadores: Alexsander Vidaleti, Bruno Cunha, Li Pereira, Marlah Pritsch, Maria Eduarda Nectoux, Romi Na Ibis e Nazu Ramos | Co-direção: Tuli Serpa | Trilha Sonora Original: Bruno Cunha | Desenho de Luz: João Fraga, Daniel Fetter e Tuli Serpa | Operação de Som: Sofia Vidor | Cenografia: Bruno Cunha | Figurino: Maria Eduarda Nectoux e Marlah Prischt | Produção: Coletivo Grupelho | Identidade Visual: Nicole Rizzo | Foto: Jonatan Tavares, Liege Ferreira e Diogo Vaz | Vídeo: Fábio Spolti
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De gelo
Gênero: Dança | Duração: 40 minutos
Direção: Eduardo Severino | Direção artística: Driko Oliveira | Intérprete-criador: Eduardo Severino | Elenco de apoio: Aléxia Chaves, Andi Goldenberg, Camila Wood, Luciana Bazanella, Luciano Benett, Du Pascal, Rafael Sky, Tami Melegari | Produção: Luka Ibarra / Lucida Desenvolvimento Cultural | Iluminação: Driko Oliveira | Trilha sonora e edição de vídeo: Sustain Produção | Fotografias: Nando Espinosa | Arte gráfica: Adriana SanMartin | Assessoria de Imprensa: Roberta Amaral





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